 |
ENCADEANDO A NONA
Principalmente Saulo, Thaís, Aristides -- finório texto, o seu, parênteses imobiliariamente oportunos, como portas laterais de casa, parabéns.
Para não deixar a Nona fora do título, lá veio ela de novo.
Fui fazer uma matéria pra TV Cultura à tarde; uma consumição pra achar o lugar. Até achar onde estava a equipe foi uma cama-de-gato de celulares se cruzando na tarde. A preocupada produtora dizia pro motorista de Juazeiro da Bahia que estava nos levando pro Anhangabaú: "É só perguntar pra alguém, prum guarda, todo o mundo sabe onde é o palco." Que nada, o povo saberá mesmo onde é o palco amanhã, se reunirá defronte, é como altar sem eucaristia, ninguém repara direito, inda mais paulistano, no sol, correndo pra fila de banco e de ônibus, alguém vai ligar para meia dúzia de tábuas sendo marteladas? O palco existe porque tem gente em frente, hoje ainda não era dia de ter.
As produções pareciam cartógrafos fazendo mapa. E nos achamos: "É aqui embaixo do Viaduto do Chá, Tom Zé. Venha pra cá." Todos se acharam, matéria feita. Passa hoje ou amanhã na TV Cultura.
Sem Nona, mas ela está no título. Está. Abraços, pessoal. Vejo vocês amanhã no show aberto, este não é fechado, pode ir todo o mundo. Casa das Rosas, Av. Paulista 37, 11 da noite.
Tom Zé
Escrito por Tom Zé às 19h47
[]
[envie esta mensagem]
[link]
POR QUE NÃO A NONA?
Antes da Nona, vocês me perguntaram sobre o show da Casa das Rosas, que será às onze da noite do dia 26, sábado, na Avenida Paulista. Será em frente à Casa. Minha banda me acompanha, estamos afiados de tanto e tantas vezes tocar juntos ultimamente. Falando da formação: Lauro Léllis, baterista, grande percussionista e que sente no ar quando vou mudar alguma coisa no show, cola e segue junto, sem problemas. Qualidade que divide com todos. Ele tem uma boa escola, com alunos interessantes: o Centro Musical Morumbi, em São Paulo, www.centromusicalmorumbi.com.br , tipo do músico que estuda música até em viagem de avião. Braço cósmico.
Tem Sérgio Caetano e Jarbas, duas grandes vozes, guitarrista e cavaquinhista/percussionista. Tem Cristina Carneiro, tecladista e vocalista, filha das nove musas de uma vez. Além de loura e árabe. E Daniel Maia, baixista e vocalista, que me acompanhou no curso dado aos músicos da Espanha. Madeira de lei.
Vamos fazer música pra São Paulo, na Virada Cultural, nesse show da Casa das Rosas. Quanto a repertório, como, segundo o pesquisador Assis Ângelo, sou o compositor que mais fez músicas para esta cidade, faremos algumas. O mais, deixo para a surpresa que é indispensável para todos os que vão me ver -- e pra mim também. Nós nos encontramos lá.
* * * * *
Os descendentes de italianos, como tantos paulistanos e paulistas, acham que vamos, eu e vocês, falar da avó. Desta vez é sobre a Nona Sinfonia de Beethoven, fala-se que depois dele a tentativa de muitos compositores foi fazer a décima. Aquilo é uma ponte queimada, um lugar de que não se volta. Vocês ouvem e depois comentamos.
Ouço todas as noites em que -- maravilha! -- dá pra ficar em casa, depois da merenda, antes do futebol, antes de algum filme que preste e esteja pela televisão.
Quem não tiver por perto ou bater o pé, ouça Jackson do Pandeiro, ritmo e divisões históricos.
O Estadão me pediu um texto sobre Machado de Assis, para uma coluna chamada "Meu Machado", sai no último domingo do mês. Tudo indica que seja publicado no próximo domingo.
Feliz por voltar ao Brasil, por ouvir todo o mundo falar português, linda língua.
Um abraço de verdade,
Tom Zé
Escrito por Tom Zé às 08h50
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
 |
 |