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REVISTA "CAROS AMIGOS" DE MAIO
Urgente: Vejam correndo na revista "Caros Amigos" de maio, número 134, a entrevista de Miguel Nicolelis, cientista brasileiro. Quem não tiver dinheiro lê na banca, pede ao jornaleiro. É completamente importante e não pode passar em branco. Todos nós temos direito a conhecer e ouvir esse homem. Quando vocês lerem, comentem. Não vou comentar antes pra não diluir a surpresa.
Vou comprar exemplares da revista na editora, aqui em São Paulo, na Rua Fidalga 162, para mandar a pessoas que precisam ver com urgência. Nicolelis vai na contramão, maravilhoso! Deu vontade de voltar a Natal, ver o que ele está fazendo por lá. Sabe quando dizem "é um sonho"? Eu tenho justamente esse sonho brasileiro. É uma maravilha!
Abraços,
Tom Zé
Escrito por Tom Zé às 05h45
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SAI DE BAIXO! INVASÃO DO NY TIMES!
Me gabar: "que foi que eu disse?", é uma tentação, não resisto; a importância do assunto merece essa escorregadela de ego.
Só um dia, 24 horas depois que nós conversamos aqui sobre os pretextos para a invasão do Brasil, por parte da ganância americana, sei lá, de outras grandes potências até, quem é que sabe? deu no New York Times, a esta altura vocês já sabem, que a Amazônia é terra de interesse mundial, não (só) brasileiro. E que está sendo maltratada. Ameaçam tomar providências para cuidar bem dela, é claro. Não se diz "tomar conta" de criança? Pois, querem tomar conta.
O grande-irmão do Norte virou ecologista amazônico, virou verde; e eu que pensava que o único verde de que ele gostava era a cor do dólar. Chutou o Protocolo de Kioto, está tocando fogo no mundo, passando pelo Oriente Médio, e quer cuidar da Amazônia, com um zelo de cão, de Cérbero. Sartre falava da má-fé, tá aqui um exemplo total.
O planeta chora, piange, llora, no monte de idiomas da nossa casa planetária, Babel.
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Ô Anselmo, você desconfia que não lhe respondi? Meu caro, se não fui eu, quem foi? Fico quieto quando não tenho tempo de conversar com vocês, e quando tenho procuro comentários que vocês mandam, torço para escrever sempre, mas tem dó, vamos confiar. Vocês precisam me desculpar silêncios, eu me movimento muito -- até sentado em mesa, eventualmente, aí é a cuca que ferve --, mas taí uma falta de graça: botar alguém pra dizer que sou eu? Justamente aqui? Na minha casa, meu terreiro de brinquedo sério coletivo? Ah, não!
Quando o pessoal aqui me ajuda, Tania ou Neusa, pondo figuras ou ajudando a inserir notícias, é um favor que me fazem, mas há tempo eu queria um espaço pra falar com vocês. E ia arrendar pra alguém? Ah, não!
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Com tanta viagem, a de BHorizonte está chamando minha atenção e cutuco vocês. Tem o show da Mostra de Arte Insensata no dia 31, sábado, às 7 e meia da noite, na Casa do Conde. Vou com a banda; temos trabalhado sem parar, shows fechados, mas tem pintado gente bem interessante. O show de BH é aberto, procurem saber. A cidade tem um dos melhores públicos do Brasil, muito vivo, rápido, acolhedor, hospitaleiro como os mineiros são.
Na segunda, dia 2 de junho, há a aula-discussão da revista Bravo!, na Academia de Idéias, se não me engano é na Rua República Argentina, mas o telefone é 31 - 3281 7750. Como vocês sabem, o tema é criatividade e música popular brasileira. E já escrevi antes aqui que espero que vocês mandem pro blog colaborações para canção em parceria. Com essa história de invasão planetária por causa de grana, tema não falta.
Passaram um feriado bom? São Paulo é o máximo: passeata de uma religião, procissão de outra, desfile-festa de opção sexual...que dia é, domingo? Isto aqui também é cidade maravilhosa.
Abraços em vocês,
Tom Zé
Escrito por Tom Zé às 11h43
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2 mensagens p/ vocês verem
A primeira é a de Kauana Navarro, falando do show.
A segunda, é minha, convidando p/ vocês fazerem parceria em canção, falo do tema que poderemos trabalhar juntos.
As duas mensagens estão aí embaixo, no térreo.
Abraços,
Tom Zé
Escrito por Tom Zé às 13h41
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Um maluco beleza na Virada Cultural |
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Por Kauanna Navarro, 1º ano de Jornalismo |
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Érica Ferreira |
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“Eu jogo o anzol e puxo a platéia para que ela possa pensar comigo |
Confira aqui a galeria de fotos
A quarta edição da Virada Cultural da cidade de São Paulo, realizada nos dias 26 e 27 de abril, reuniu artistas diversos. Uma das atrações era Tom Zé, na Casa das Rosas, que marcou sua performance com seu tradicional estilo teatral.
A Virada Cultural, ocorrida na cidade de São Paulo nos dias 26 e 27 de abril, transformou a metrópole paulistana em um caldeirão efervescente de cultura. Em um dos palcos montados na cidade havia, na Casa das Rosas, Tom Zé – cantor nascido em Irará, Bahia, que participou ativamente do movimento tropicalista na década de 1960, e ainda hoje consegue inovar em seu estilo musical. Não por acaso estava se apresentando no Espaço Haroldo de Campos Poesia e Literatura – mais conhecido como Casa das Rosas –, já que foi uma escolha em conformidade com a proposta do espaço. “Tom Zé fez parte do movimento concretista e esta é a poesia que nós defendemos. Ele dialoga com nosso ideal”, comenta Carolina Cameron, assessora de cultura da Casa.
Na platéia estava presente o cineasta Pedro Paulo Rocha, filho do escritor e diretor Glauber Rocha. Para ele, o que Tom Zé faz nos palcos ultrapassa a barreira da música – chega a ser uma anticanção. “Tom Zé é um tropicalista extemporâneo, ele está à frente de seu tempo, inventando outra forma de cantar; ele é teatro, performance, é tudo ao mesmo tempo”, afirma. E complementa comparando a musicalidade deste cantor com a produção do cineasta, documentarista e jornalista Dziga Vertov – participante do movimento construtivista no cinema e precursor do cinema direto, espécie de documentário que propunha captar a realidade como ela é. Pedro Paulo Rocha visualiza a música de Tom Zé como cores, uma música com movimento, e conclui dizendo que ele “é um cineasta musical. O que propõe no CD Jogos de Armar é a recombinação de músicas. É o que faço nos meus filmes, ele me inspira muito”.
Tom Zé apóia o movimento social Antimanicomial, existente há 20 anos no Brasil, que acredita no tratamento de pacientes com sofrimentos mentais sem privá-los do convívio em sociedade. Kayky Aváham, participante do movimento, estava presente no show e falou sobre a importância do cantor neste contexto “Ele é um dos fundadores e nos ajuda muito, um porta voz da luta no meio musical. Sempre defendeu os direitos humanos, melhor tratamento para o sofrimento mental, enfim, ele é nosso parceiro”, conclui.
Os espetáculos de Tom Zé procuram não ser uma mera forma de entretenimento – fazem críticas de uma maneira irreverente, como no caso da música Companheiro Bush, ou de forma mais dramática, como na música O PIB da PIB, na qual denuncia a prostituição infantil no nordeste. Ao ser questionado sobre os temas de suas canções, afirma a importância de nos preocuparmos com o mundo onde vivemos “Ao nosso redor há problemas que, ainda que com algum humor ou dor, a gente tem que colocar em pauta”, reflete. O show dialogou com a platéia o tempo todo, e esta respondia repetindo as letras das músicas com certa euforia. Como disse o próprio Tom Zé, “eu jogo o anzol e puxo a platéia para que ela possa pensar comigo, para que possa se sentir alegre e raciocinar”.
Durante a apresentação, houve muita reclamação sobre a qualidade do som, e o público que estava mais afastado teve dificuldade em acompanhar o show. O técnico responsável pelo som informou que houve falhas na produção da Casa, que havia pedido equipamento para 400 pessoas e eles levaram para 800. No entanto, havia mais de 1000 espectadores na platéia. Outro problema foi em relação ao palco que, montado de frente para o casarão, provocava reverberação e prejudicava o andamento do espetáculo.
A Virada Cultural
Muitas são as opiniões sobre a iniciativa da prefeitura do município de São Paulo em promover A Virada Cultural. Há quem diga que a cultura permanece nos mesmos centros em que sempre esteve. Para Tom Zé, este é um evento que deve ser elogiado. “Vamos falar das coisas boas na hora que elas acontecem, para que a gente possa criticar quando a porcaria acontecer”, comenta, e completa falando do papel da cultura para a periferia paulistana: “há vários artistas como Arthur Nestrovski, José Miguel Wisnik, Ná Ozzetti, entre muitos outros, que, por um baixo custo, estão aí para salvar as periferias da sobrecarga da psicologia do crime que a televisão despeja sobre elas”.
Pedro Paulo Rocha defende a idéia de que as viradas devem ser permanentes. Para ele, a “galáxia cultural” tem de ser estendida e não permanecer somente no centro da cidade. “O acesso à cultura é muito limitado, é uma cidade muito segregada, onde tudo é muito caro, então acho que a cultura abre espaço para uma nova economia” comenta e acrescenta dizendo que se o acesso à cultura é elitizado, a arte é democrática, e os artistas buscam o seu lugar. “Acredito que os artistas estão ocupando cada vez mais espaço; a arte é um ato de comunicação, interpessoal”, reflete.
Sem dúvida, o incentivo à cultura é algo a ser aplaudido. E o evento realizado pela cidade de São Paulo deu certo;, a cada ano, atrai mais pessoas. Zoe Olivotto veio de Minas Gerais para acompanhar o show de Tom Zé e os demais eventos culturais da cidade. “Se em Belo Horizonte tivesse uma virada cultural, não iria dar certo. Acho que é uma coisa que só funciona em São Paulo e vale muito à pena vir e acompanhar”, afirma Zoe. |
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Escrito por Tom Zé às 13h39
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