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REFRÕES DO SHOW DE BH 'INVASÃO DO BRASIL"

PARA O SHOW ‘INVASÃO DO BRASIL’, EM BH, SÁBADO, 7/6

 

DIVULGAÇÃO DE REFRÕES QUE SERÃO CANTADOS

 

Garantem que agora a invasão

será sem batalha e sem canhão.

 

Por isto é que a sobrevivência

depende da arte e da ciência.

 

Mas se a ciência for o truque

teremos os físicos da PUC.

 

Se nos atacarem pelo vento

lutaremos com Milton Nascimento.

 

Se quiserem roubar nosso conforto

teremos por nós o Grupo Corpo.

 

Se comer nosso caju

eu convoco o Pato Fu.

 

Mas se ainda trouxerem carabina

lutamos no Clube da Esquina.

 

Contra metralhadora ou carro-tanque

o Tia Nastácia ou o Skank.

 

Assim venceremos soberanos

com o saber dos nossos veteranos.

 

E pro inimigo fazer macarronada

entregamos a nossa calourada.



Escrito por Tom Zé às 10h22
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"FABRICANDO TOM ZÉ", O FILME EM NYORK

Olá, pessoal, carta que o diretor daquele documentário, "Fabricando Tom Zé", recebeu de exibidora de New York. Lá vai:
 
 
 
Fabricating Tom Zé screening in NYC

Dear Decio,

Last nights screening was a success !
We had a full house and the film played well in the venue which is a performance / club space so it emphasized the concert feel .

The reaction was great  from the audience  which was a mixture of music, film, fashion and art people, Brazilians and non Brazilians.

I wanted to tell you again how much I love the film .  It was my third viewing and I enjoyed it as much as I did the first 2 times !

The editing and sound track are so good and really builds a beautiful aural and visual rhythm which totally captures Tom Ze.
I love how and where in the film you let out the the two stories - the Tom Ze /Tropicália riff and his Montreau  freak out.

Can you send me Letetia's email , which I lost , I want to compliment her on the editing.

Tell me again what the status on the film is ? You are about to release the DVD in Brazil ?

I hope Cinema Tropical can do more with the film and we are thinking of traveling in the US a mini grouping of Brazilian music documentaries.
I'll keep my eyes open for any TV, distribution & or DVD sales possibilities here.   I think I already asked you but did you offer it to ARTE  in France ?

Thanks again for letting us screen the film
Best
Mary Jane







 



__________

Escrito por Tom Zé às 16h03
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MINAS, NOVO ENCONTRO

Fui muito civilizado em Minas Gerais, que faz coisas da má-hora no terreno da conciliação. Foi uma mesa agradabilíssima, sabe conversa que ninguém monopoliza, todo mundo contribui? Na minha terra, isso se chama harmonia. Eu estava com o professor Christopher Dunn, que além de especialista em cultura/música brasileira, ensina lá em Nova Orleans, é um caráter maravilhoso, ele num prato da balança e aquele presidente que vocês sabem no outro, desagrava o país todo. Pessoa de ouro. Mais Alexandre, da Academia de Idéias, com sua adrenalina da juventude, cheio de planos a cumprir, animadíssimo, mais João Gabriel de Lima, da revista Bravo!, que teve parte na palestra. Há mais de dez anos, mais, mais, não fico conversando tanto. Desconfio que novos dez anos ou mais haverá antes de novo encontro, mas tenho saudade deste.

Volto a Belo Horizonte no dia 7, sábado próximo, o show será às 6 da tarde, na Calourada da PUC, ao lado do Clube Labareda -- nome e tanto! --, na Avenida Portugal 3.800. O nome do show é "A Invasão do Brasil". Vocês, meus conhecidos aqui do blogue, sabem por quê.

Tivesse eu tempo de entrar sempre neste blogue, contaria mais. Conheci em BH Ildéber Avelar, gente fina da cidade que ensina também em Nova Orleans. Um abraço, Ildéber, que foi protagonista de uma cena-da-mala com a minha mulher, Neusa, Charles Chaplin perde do que eles fizeram indo e vindo com uma maleta de discos.

E viva Tchécov, voltei a ele, a história de uma cachorrinha que se porta como tantos amorosos e dependentes de lugares e afetos é muito verdadeira. Há uma tendência de chamar de verdadeiras narrativas escatológicas, ou em que a crueldade é protagonista. Ói, não é só isso, não. Isso pode ser fácil demais. Com Tchécov não tem acordo, ele mergulha e traz a alma de volta na mão, à tona. Com fraquezas, feiúras, brilho. Ele é um em cem, em um século.

Entusiasmos contados, vou trabalhar.

Saudade, beijos, nem vou revisar nada, estou corrido. Pelos erros, me desculpem.

Tom Zé



Escrito por Tom Zé às 14h50
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