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SERVIÇO E AFLIÇÃO
Olá, pessoal! Esse título aí... Parece que cada palavra vem de um lugar diferente. Serviço é como o pobre chama aquilo que faz -- "vou pro serviço" -- e aflição, bom, é onipresente. Todos entendemos disso, com esse pessimismo inerente que na Bahia procuramos combater com o Eros que permeia as atitudes e latitudes daquele Estado.
Bom, mas há outro serviço que pode entrar no mesmo universo da palavra aflição. As religiões falam em estar, pôr-se a serviço. E quando se entra em religião, com um bilhete único você chega à aflição, para curar ou entrar nela, dependendo do gosto -- ou da doença.
Quando tenho disco a fazer e sou obrigado a sair dele, até pra tomar sopa, pra respirar, ir ao dermatologista... olha, qualquer coisa que me tire do disco não é bem-vinda. Saio da necessidade benquista. Sair do que se tem a fazer, daquilo que é seu serviço nesta Terra... é dureza. Pensei em dedicação. É bonito, mas para os que estão perto da gente pode ser aflitivo. E nunca se sabe o que vai ser...
Confuso? Acho que não. Sabe, acho que vocês estão entendendo tudo. É pra isso que venho aqui e fico lendo o que vocês dizem.
Koilon, Luisa, obrigado. Everi, ora viva! Me contaram hoje que você escreveu; só que dum jeito tão cifrado que não houve jeito de saber que era você falando.
Até logo mais, pessoal.
Tom Zé
Escrito por Tom Zé às 18h26
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