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RAUL GIL SÁBADO/FALANDO DA TRIBO
O programa Raul Gil, tv Bandeirantes, sábado às 5 da tarde, vai passar "homenagem ao artista" e me escolheram pra fazer. Muito bom esse diálogo ou pelo menos apresentação a pessoas que têm outros códigos e preferências - ou seriam hábitos? Duro, ó meninos da tribo, foi conseguir achar pessoas de meu conhecimento mais próximo, vinculações arraigadas, que não ficassem com vergonha de fazer. Esses pre/ceitos/conceitos de classe se escondem nos armários dos classe-média que somos, ora poxa. E nós lá, trancados com esses medos. Olhando pro vizinho pra ver se podemos, se alguém acha feio. Bom, pessoas como Zé Miguel Wisnik, aquele que anda em estrelas e em perifas com um olhar de tanto interesse, e Arthur Nestróvski, ah, Arthur e o que ele sabe, e Zuza Homem de Mello, e o professor especialista em cultura negra Christopher Dunn, ah, pra eles foi feijão-com-arroz. A presença de todos me surpreendeu, me deixou arregalado de alegria. Elifas, Cláudio Tognolli, ah, me mato de vergonha de não lembrar tudo em ordem. Depois a gente conversa. Cris querida, comentário que ficou frequente pra nós, Bê, Émerson, Eduardo, gente nova que me contaram que tem, "um pessoal que escreve como fala, esperto", ora, me pararam na rua pra contar que vocês têm tido discussão muito viva sobre sofrimento mental. Respondi: Tá pensando o que dessa tribo, ora se? Hoje de madrugada, quando voltar, leio tudo. Tatit vem vindo, num ônibus reli até a página 83, passo pra vocês logo, esse logo tão atrasado. Beijos, Tom Zé
Escrito por Tom Zé às 21h11
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EU VI VOCÊS!
Queridos correspondentes, rebanho de vagabundos, encontrei vocês ontem depois do show, foi o pouco que, pela confirmação em carne e osso, passou a ser muito. Queria ter conversado direito. Com hora para deixar o teatro, liberando o camarim para o próximo ocupante, e saindo das proximidades do teatro também para dar espaço ao próximo, não deu para desfrutar vocês como eu queria. Mas vi. Relances. Vi Rodrigo, Marlos, Émerson, que fez comigo a viagem de volta, fizemos da van sala-escritório, anotando detalhes de trabalho. Neusa me contou de Cris, "que pena que ela não é nossa vizinha, teríamos o que conversar, apesar da diferença de idade". Passo o recado, Cris. Que pena não ter visto você! Espero que num camarim, num dia em que vá à cidade de vocês, tomara que, haja mais tempo. Vita brevis, poxa. Pra vocês que estão ainda vendo a Virada, que haja muito que ver. Pedi licença ao pessoal do Rio com quem estou trabalhando aqui desde as primeiras horas da manhã, sem dormir quase. Quis falar com vocês, pois minha cabeça está nos rostos bonitos que vi na saída do teatro. Rodrigo, que a GBroadcasting deite e role. Marlos, André, todos... Para quem não veio, um abraço expandido. Nesta semana tomara que nos encontremos na leitura de Tatit. Que saudade, sem ensebação, que saudade mesmo! Tom Zé
Escrito por Tom Zé às 11h30
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