 |
Pedro, já cheguei, clima ótimo, computador emprestado, almoço com a banda. Passagem de som daqui a poucas horas. Já vi Ímã, do Grupo Corpo, que nos deu o privilégio de reapresentar Bach, você já viu? Onde é que Rodrigo estava com a cabeça, para fazer uma maravilha daquelas, aquele órgão celeste de onde descem bailarinos, sobre o azul mallarmaico, é a segunda vez que falo de azul de Mallarmé aqui com vocês. Se você já viu o espetáculo, não sei se eles já voltaram pra casa, pra BH, comente. Tem um menino que toca num ponto e tanto, pura mágoa a respeito da música brasileira. Melhor que quem faz música tenha diante dos olhos o que a canção popular pode e não pode. Ela não pode libertar os pés dos neguim dos ferros. Ela pode dar voz a esse menino que se recusa a compor porque a saída dele, a porta dele, é outra, a que ele puder e quiser. Ele precisa de mais, não só de notas musicais. O tempo é curto, agora, pra comer e trabalhar, é o que vou fazer agora. Concordo com Émerson, o texto do menin ficou bonito. Tenho de agradecer muito ao menin por ele vir aqui falar. Cachoeira! Fábio, o trabalho do disco/dvd já saiu de São Paulo, foi pro Rio, está na primeira-segunda etapa ainda. Cronos vai se arder com a necessidade de esse pão assar logo. Até,
Escrito por Tom Zé às 16h48
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Chegando à Minas de Mílton,
Milton, a sonoridade humana numa garganta, uma canção, quando ele a passa pelo mecanismo pluralmente poderoso de sua voz, a canção fica sendo dele, compositor não dá mais conta. É como o leitor de Borges, que colhe o livro na estante e o texto começa a viver. Alô, Minas de Wagner Tiso, Guimarães Rosa, Drummond, do Pato Fu, de Fernanda Takai ... Antes de virar lista telefônica: Como é que eu não avisei que amanhã tem show em Três Pontas, terra de Mílton? Aviso agora. Canto às 8 da noite de sábado, dia 12, amanhã. Sábado às 8 da noite, ilustre cambada. O encontro está marcado com vocês. Abraço, Tom Zé
Escrito por Tom Zé às 08h28
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
 |
 |