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NA PUC, ONTEM À NOITE
Vim do Rio e volto pra lá 2a. feira, para a Casa do Saber, às 8 da noite, falando sobre música e sobre o filme "Palavra Encantada". Não sou tuíter, e isso de alguém seguindo alguém parece filme noir ou de ação, como quiserem. Se encontrar vocês, ótimo. Soube que você esteve lá na PUC ontem, e sem chapéu, segundo as últimas informações, Émerson. Se nos virmos na Casa do Saber, será bem-vindo, esse hífen no bem-vindo deixa o bem-vir mais expressivo. Gramáticos que me desculpem. As intervenções organizadas de Santuza Naves e de Antonio Risério sofreram de pouco tempo. Santuza tinha uma pauta ambiciosa, e os 20 minutos não poderiam dar conta dela. Quando se fala em movimentos musicais diversificados e abrangentes é inevitável que o tropicalismo dê algumas cartas. Foi o que aconteceu. Me lembro do Partido-Ônibus de FHC para franquear entrada a quem quisesse ingressar no (antigo) pmdb. E me lembro de Risério - no livro dele sobre a Utopia Brasileira, não na palestra - falando que estômago de avestruz, engolir tudo, não é aceitável. E não é. O que aceita tudo é história. Não é estética. Risério parecia sentir-se meio gauche pois não acha música popular um... como é que ele chama? Vou chamar de eixo centralizador de assuntos brasileiros, tá? Ele não a considera, meus negos, um território privilegiado para as nossas questões. Mesmo assim, lembrou-se de Caymmi e de Luiz Gonzaga, pondo-os como parâmetros. Caymmi é parâmetro para a maioria das musicalizações de qualidade brasileiras. Ele é medida. Me sinto pouco e insuficiente para falar junto desses acadêmicos empenhados, cuja práxis é outra. Por isso comecei com uma fala curta, referente à minha vivência e ao meu momento, e terminei com uma dança dialógica - isto é uma metáfora -, Risério, generoso, disse que adorou. Ele é muito bom. E ajudei Santuza a manejar o microfone. Me dá animação ver vocês, moleques, jovens, reunidos para falar de questões de nossa convivência como país. Vamos ver o que acontecerá na segunda-feira. Abraços, Tom Zé
Escrito por Tom Zé às 16h16
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Rio de Janeiro, com trio musical, Risério, Santuza, Frederico
Do jeito que coloquei o título, parece que Antonio Risério, Santuza Naves e Frederico Coelho, eméritos especialistas em música e entornos, são o trio musical com o qual me apresentarei no Rio, no Campus da PUC, Gávea, depois de amanhã, 5a. feira, dia 1o., às 16h30 (mesa-redonda) e 18h30 (pocket show, com Daniel Maia, Cristina Carneiro e Luanda, esses sim, trio musical propriamente dito). A programação é esta: 1, quinta-feira Campus da PUC (Gávea), Auditório informações. (21) 3527 - 1140. Rio de Janeiro - RJ 16h30 - Mesa redonda "Música e Imaginário Nacional" com o poeta e ensaísta Antonio Risério; a antropóloga Santuza Cambraia Neves; Tom Zé; mediação do estudioso de música Frederico Coelho.
18h30 às 19h - Apresentação musical Tom Zé e trio: Daniel Maia (guitarra, violão e vocal), Cristina Carneiro (teclados e vocal), Luanda (vocal). Estou lendo um livro de Antonio Risério, "Utopia Brasileira e Movimentos Negros", talvez eu tenha engolido algum artigo no título. O que importa é o desassombro com que Risério, pensador forte, pensa a questão racial do Brasil,negada, cercada de engatinhamentos. Engatinhamos para tratar a questão e, até nelas, a influência de nossos irmãos do Norte - não falo de Pará ou Natal, e sim dos E.U.A. - se faz muito presente. Como é mais uma leitura em voz alta que fazemos agora em casa, há um benéfico tempo de reflexão entre as palavras, uma vírgula é uma ponte. Noutro dia falo mais. Até logo, abraço. Tom Zé
Escrito por Tom Zé às 14h42
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