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DOAÇÃO DO CACHÊ PARA A ESCOLA DE MÚSICA DE IRARÁ

SOBRE A DOAÇÃO DO CACHÊ PARA

            A ESCOLA DE MÚSICA DE IRARÁ.

 

1.     Quem sou eu?

2.     Entro na humanidade por uma subespécie chamada caboclo. Sou um.

Esta minha sub-raça veio ao mundo através de 4 séculos de luta e sofrimento,

esquecida e abandonada num território inóspito,

submetida a um regime alimentar que, baseado na mandioca, era de uma falta de

proteína tão calamitosa que poderia ter gerado uma população de idiotas-maníacos-anacrônicos. (Como pensou o Sul na ocasião do Conselheiro.)

            Resistimos e superamos tudo,

            resistimos e procriamos no Nordeste da Bahia.

                          E, um curioso detalhe:

            justamente o mais miserável é o que mais sonha.

 

                                   FOME DE CONHECIMENTO:

 

            Vicissitudes e necessidades criam contemplações do universo que desenvolvem

no coração paixões inomináveis. Uma dessas paixões é a

                                                                          fome de

                        conhecimento.

 

            Esta fome não é impalpável, não: para ter vida ela cria no organismo humano um grupo-de-células que precisam ser alimentadas. Quem sofre desta fome e não alimenta

aquelas células morre de uma morte

                        mais dolorosa que a própria morte:

                        morre pela fome de conhecimento.

 

                                   A DOAÇÃO

para a Escola de Música 25 de Dezembro, em Irará, tem esse significado.

A escola salva da REFERIDA MORTE a turma das vizinhanças.

            Estou ligado a eles por sangue, raça e patrocínio: meu pai tinha uma loja e os avôs deles, comprando nessa loja, patrocinaram meus estudos em Salvador e me salvaram da REFERIDA MORTE.

            Os ricos não pagam o que devem nem cumprem compromissos morais.

Os pobres gostam de.

            Faço parte dessa primata raça pré-gutemberguiana.

            Na loja de meu pai era assim também: os ricos nem sempre pagavam, mas os pobres gostavam. Eu gosto. Fui criado nessa

 

                                   ÉTICA. 



Escrito por Tom Zé às 11h12
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