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BRASÍLIA, O SOL DE NOITE

            Brasília é luminosa. O show foi à noite, mas o sol brasiliense se fincou no chão. Sempre se finca, para quem faz o show. É muita luz elétrica,  mais os rostos e olhos vistos de cima do palco.

            Tinha muita gente. Falaram em milhares. Nada de descampado, era espaço preenchido. Gargantas afiadas, que cantavam junto as músicas de “Tropicália Lixo Lógico”. Veja, não são cançõezinhas de ninar, sempre tento fazer canções de embalar, mas elas se enredam, constroem teias mais complexas; quem canta precisa gostar.

            Encontrei conhecidos de há tempo, como Luiz Aparecido, amigos de shows anteriores e conhecidos que eu não sabia que conhecia, como Guilherme Reis, que vem a ser meu parente. É pai do filho de minha prima Márcia. Ela é filha de Fernando Santana, meu tio, deputado comunista de verbo de ouro. Guilherme me disse: “Eu sou quase um Santana” – por causa desse casamento. Quando perguntei pra Neusa por que ela não tinha me avisado que eu encontraria Guilherme, ela disse que queria que o encontro fosse surpresa de cair pra trás. Mas eu preferia ter sabido, para tratá-lo com mais carinho ainda, primal, de primo.

              Quero voltar a Brasília. Fizeram já consultas  pra isso, de ontem pra hoje. Tomara que dê certo.

              No camarim, bebi um suco feito por uma moça. Moça, esqueci seu nome, me perdoe. Quando ela contou que aquele gosto adstringente era de cajá, não ficou uma só gota, a banda avançou, eu avancei. Jarra vazia.

              Terminado o show, me levaram pruma cerca perto do público, eu ia dum lado pra outro da cerca, tirara retratos, voltava, tirava retratos, era abraçado, abraçava. Os seguranças, pacientes, mas alguns olhando assim, porque os rapazes também me beijavam. Eu, beijando todo mundo. É um tal de fazer as contas, somar e dividir.

 

              A banda foi jantar no “Beirute”. Cada um que passava era instado: “Cadê o Tom Zé?”, tanto assim que da próxima vez que eu for a Brasília vou jantar no “Beirute” com os meninos. 



Escrito por Tom Zé às 16h23
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