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Blog do Tom Zé


NOITE COM O VISCONDE

Numa noite memorável, tive a companhia do Visconde de Mauá, encarnado pelo grande ator Renato Borghi, com Paulo Markun entrevistando-o. Explico:
Fui ontem à Biblioteca Mário de Andrade, ali no centro, para assistir à gravação do programa “Retrovisor”, que será transmitido em 2014 pelo Canal Brasil. Um personagem histórico é entrevistado a cada programa pelo jornalista-craque Paulo Markun. (Venha cá, como é que São Paulo e sua tv perderam um jornalista desses?)
Cheguei mais cedo, como de hábito. A espera já foi uma dádiva, uma festa convivial. Roberto Bianchi, que chegou logo depois, é um historiador por paixão; sentou-se junto de mim no átrio e falou em meia hora, infelizmente muito curta, sobre a trajetória do Visconde de Mauá, Irineu Evangelista de Souza. Gaúcho, órfão, rejeitado pelo padrasto, pobre, ínfimo na escala social. Ele se fez à custa do próprio talento, reconhecido por empregadores e tutores desde cedo, no Rio e depois no exterior, para onde seu talento o levou. Leiam “Mauá, Empresário do Império”, de Jorge Caldeira, que esgota os detalhes. Roberto Bianchi, que me deu uma aula em linha reta, sabe muito de Mauá! A vida do nosso inesperado professor, Roberto, deve ser deliciosa; buscar o conhecimento é importantíssimo para um cotidiano de plenitude e alegria. Dica muito útil para os cultores de celebridades-ponto-zero.
Renato Borghi, uma fera do palco, representou com convincente maestria o grande multiempresário do Império brasileiro. Mauá, vida bíblica de gosto pelo novo e pelo fazer, cheia de acontecimentos inacreditáveis, homem que as mudanças técnicas e sociais animavam. Um capitalista do século 19 altamente produtivo , que acrescentou demais à nossa terra (outra dica.)
Ver Renato Borghi fazer tão bem o papel e a competência de Markun como entrevistador... é, baixando um Mauá nas pessoas, não há quem não possa e não faça.
A falha trágica do herói civilizador Mauá, que se viu traído por parceiros de grandes negócios, é uma inspiração pra pensarmos. Mas isso é assunto para outras feicebucagens.
A Biblioteca é uma ilha de civilidade, o acontecimento é gostoso, organizado... E ainda havia um pianista, feliz por estar tocando Ernesto Nazareth. Ah, São Paulo, São Paulo! É, a noite de 28 de agosto foi um presente.
O próximo programa focalizará Plínio Salgado, daqui a 15 dias. Lembrarei vocês, pessoal.



Escrito por Tom Zé às 16h00
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